Opinião

Com o principal líder ausente, oposição de Castelo parece esperar por um fato novo para 2020

O período pré-eleitoral dessas eleições gerais, no tocante a sucessão do governador Wellington Dias, me faz pensar nas estratégias que a oposição castelense tem adotado para a eleição de 2020.

No âmbito da eleição estadual, o governador Wellington Dias lidera todas as pesquisas de intenção de voto, embora todas elas também mostrem um número muito elevado de indecisos, mas o que faz o governador despontar nas pesquisas é bem simples, a falta de uma oposição que tenha um líder popular do mesmo nível que Wellington.

A oposição no estado busca de todas as formas desconstruir a base que apoia hoje a reeleição do governador, as investidas serão muitas para provocar um racha, pois se essa base se manter coesa, as chances de vitória oposicionista são mínimas.

Em Castelo do Piauí acontece algo semelhante. Desde a eleição de outubro de 2016 que o principal líder oposicionista, o ex-prefeito Zé Maia, está afastado ou pelo menos se atua é nos bastidores e de forma bem discreta. Sem um líder para sucedê-lo a oposição castelense está acéfala e trabalha apenas em grupos de whatsapp e em redes sociais, principalmente o Facebook.

É sabido por todos que política em uma cidade do porte de Castelo não pode se resumir a grupo de whatsapp, é preciso estratégia, corpo a corpo, muita negociação para formação de grupos, entre outros fatores.

Esse grupo que hoje representa a oposição castelense sabe da dificuldade de enfrentar uma eleição pela primeira vez sem a estrutura da máquina, principalmente pela derrota expressiva de 2016 e adotaram como estratégia a tentativa de desconstrução da atual administração, com críticas em relação a todos os setores da administração, mesmo que algumas “falhas” apontadas já acontecessem da mesma forma em gestões passadas e não dependem exclusivamente de vontade política, em alguns casos a questão financeira e burocrática emperra, principalmente em um momento de crise vivido por quase todos os municípios.

Sem um nome forte para enfrentar as urnas, pois o ex-prefeito Zé Maia demonstra não pretender mais entrar na disputa, e sem uma estratégia que possa atrair lideranças que hoje fazem parte da administração, a oposição parece que aguarda pacientemente o surgimento de um novo nome ou uma cisão do grupo que apoia o prefeito para então pegar carona nesse barco.

A reeleição de Magno não parece difícil, mas precisa ser trabalhada, principalmente para manter esse grupo que o ajudou a vencer o pleito passado.

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