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Fim do prazo de filiação não significa fim das indefinições na política castelense

Se uma pré campanha eleitoral é algo marcado por mudanças de última hora em período normal, isso é potencializado em meio a uma pandemia da proporção dessa que o mundo está enfrentando.

Geralmente com o fim do prazo de filiação para os que pretendem disputar uma vaga nas eleições municipais, o quadro fica um pouco mais claro, mas o que define mesmo é a realização das convenções.

No lado governista, que terá o prefeito Magno Soares disputando a reeleição, as coisas estão mais definidas. O prefeito terá o apoio de dois partidos, o seu partido, o PT e o MDB. Magno é filiado ao PT e tem o comando do MDB, que é presidido por um dos seus auxiliares, o secretário de infraestrutura, Marcos Germano, o que descarta qualquer mudança na orientação do partido de apoio ao prefeito. A chapa de vereadores dos dois partidos também está praticamente definida e não deverá apresentar grandes surpresas. A maior dúvida desse grupo é a escolha do nome do vice. Os nomes mais especulados são do atual vice, Daniel Machado e dos vereadores Rossi Melo e Jadeilson Pereira. Porém essa definição pode ser por algum nome que não está sendo ventilado, podendo ser alguém sem mandato ou numa hipótese remota, um nome que pode atrair um dos partidos da oposição.

Na oposição as dúvidas são muitas e a data da realização da eleição pode ter efeito até no nome posto para a disputa majoritária, o do empresário Osmano Moura. Nas duas últimas eleições, o grupo liderado pelo ex-prefeito Zé Maia, se decidiu aos 45 do segundo tempo e não seria nenhuma surpresa uma mudança até as convenções, ainda mais com a possibilidade de adiamento do pleito. Sendo candidato o progressista Osmano Moura, a dúvida seria sobre o candidato a vice. O nome de Raimundo Nascimento Júnior, o JR, que já exerceu o cargo de vice-prefeito seria uma das opções, atualmente ele está filiado ao PSD. A indicação também poderia partir de alguém mais próximo do ex-prefeito Zé Maia, podendo inclusive ser alguém da família. Outra possibilidade seria o nome do empresário e ex-prefeito Wilmar Cardoso ou alguém por ele indicado.

Na chapa de vereadores também existem dúvidas, uma delas é se JR disputaria mesmo uma vaga ou seria indicado a vice. Outra dúvida é se o ex-vereador Júnior do Zezé seria mesmo candidato, pois dentro do grupo da família Cardoso, que poderia apoiá-lo, tem o nome de Deusilene Marques, esposa do empresário Lalá Cardoso. Outra dúvida levantada é sobre o ex-vereador Marcone Soares, que pode ser candidato, assim como pode lançar o nome da sua irmã, a ex-vereadora Ana Belé.

Não são aguardadas grandes surpresas nessa janela do fim das filiações até a realização das convenções, que não sabemos quando irão acontecer, até por que todas as dúvidas de hoje são pequenas em relação à maior delas, a de quando será a eleição. Se depender dos membros do TSE não haverá prorrogação de mandatos, até por que uma mudança nesse sentido caberia ao Congresso Nacional. O que é mais provável é uma eleição em dezembro desse ano e a posse dos prefeitos ainda em janeiro de 2021.

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